
Antes tarde do que nunca, rs, rs.
O PAÍS DO CARNAVAL
É praticamente impossível dizer onde e como se originou o carnaval. Todos os povos conhecidos têm algo semelhante, uma ocasião do ano em que a serieda-
de desaparece. Máscaras e roupas extravagantes são usadas para escapar ao dia-a-
dia, triste e pesado. Desfile de carros, de animais cobertos de flores, de barcos, música desenfreada, dança frenética...
A Itália inventou o Piêrro, a Colombina e o Arlequim, com seu manto multi-
colorido. Em Veneza, antes de o Brasil nascer, havia desfile de barcos pelos canais
e há quem diga que a palavra carnaval vem de carro naval. Na França, o baile de máscaras, requintado e terrível, em que rolava champanhe e às vezes o punhal.
Portugal inventou o entrudo. E o trouxe para o Brasil com os 10 mil fujões de 1.808. Era uma batalha. As armas eram ovos de verdade, ou só a casca conten-
do farinha ou gesso, luvas cheias de areia molhada, canecadas de milho ou de fei-
jão, panelas de tremoço que se jogavam das janelas sobre quem passava na rua...
Uma festa porca e medonha, que a Igreja e os homens de bem queriam acabar.
Durante o Entrudo, os senhores deixavam soltos os escravos – podiam se mascarar e batucar à vontade. Eles formavam blocos que percorriam as ruas. Lá por 1.850 os senhores e suas famílias pegaram o hábito francês do baile de más-
caras, com orquestra e bebidas finas. E, copiando os negros, faziam também desfi-
les de rua, só que com carroças e cavalos enfeitados. Os clubes que se organiza-
vam para isso eram chamados sociedades, para diferenciar dos blocos.
Com o tempo, a selvageria do entrudo foi saindo de moda. O carnaval que temos hoje é filho, portanto, desses quatro folguedos: o entrudo, o bloco de ne-
gros, o baile de grã-finos e as sociedades.
José Rufino dos Santos. Histórias. Editora FTD.
É praticamente impossível dizer onde e como se originou o carnaval. Todos os povos conhecidos têm algo semelhante, uma ocasião do ano em que a serieda-
de desaparece. Máscaras e roupas extravagantes são usadas para escapar ao dia-a-
dia, triste e pesado. Desfile de carros, de animais cobertos de flores, de barcos, música desenfreada, dança frenética...
A Itália inventou o Piêrro, a Colombina e o Arlequim, com seu manto multi-
colorido. Em Veneza, antes de o Brasil nascer, havia desfile de barcos pelos canais
e há quem diga que a palavra carnaval vem de carro naval. Na França, o baile de máscaras, requintado e terrível, em que rolava champanhe e às vezes o punhal.
Portugal inventou o entrudo. E o trouxe para o Brasil com os 10 mil fujões de 1.808. Era uma batalha. As armas eram ovos de verdade, ou só a casca conten-
do farinha ou gesso, luvas cheias de areia molhada, canecadas de milho ou de fei-
jão, panelas de tremoço que se jogavam das janelas sobre quem passava na rua...
Uma festa porca e medonha, que a Igreja e os homens de bem queriam acabar.
Durante o Entrudo, os senhores deixavam soltos os escravos – podiam se mascarar e batucar à vontade. Eles formavam blocos que percorriam as ruas. Lá por 1.850 os senhores e suas famílias pegaram o hábito francês do baile de más-
caras, com orquestra e bebidas finas. E, copiando os negros, faziam também desfi-
les de rua, só que com carroças e cavalos enfeitados. Os clubes que se organiza-
vam para isso eram chamados sociedades, para diferenciar dos blocos.
Com o tempo, a selvageria do entrudo foi saindo de moda. O carnaval que temos hoje é filho, portanto, desses quatro folguedos: o entrudo, o bloco de ne-
gros, o baile de grã-finos e as sociedades.
José Rufino dos Santos. Histórias. Editora FTD.
Máscaras de Carnaval
