quinta-feira, 30 de julho de 2009

Secretaria de Educação adia volta ás aulas no Rio de Janeiro


Infectologistas avaliam que a prorrogação das férias na rede pública de ensino de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul é uma medida que tem pouca eficácia para evitar o contágio pelo vírus da gripe suína - H1N1. Para os especialistas, como o H1N1 já está circulando pelo país, existem vários locais com aglomeração de pessoas que facilitam a transmissão, como transporte público, cinemas, teatros, shoppings. Como não há garantia que as crianças sem aula fiquem em casa até o retorno, a conclusão é que elas poderiam se contaminar nesses ambientes.

O infectologista Paulo Olzon, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), acredita que a medida anunciada nos dois estados não surtirá efeito para evitar 100% a contaminação de estudantes. - Em relação à progressão da transmissão da doença, só isso não vai funcionar. Há outras formas da doença se espalhar por aí, como no transporte público, por exemplo, ou em cultos religiosos. Você tem várias formas de transmissão - salienta. Para Olzon, a tendência é que o número de casos aumente ainda mais nas próximas semanas, quando os alunos voltarem das férias. - Suponho que daqui a uma semana o número de casos será maior do que temos hoje. E se as férias forem prorrogadas por duas ou três semanas, quando as aulas recomeçarem, o número de casos também será maior, o que aumenta as chances de transmissão. Suponho que essa suspensão temporária das aulas por parte do governo tenha como objetivo tomar uma atitude mais ativa em relação à doença. Ou pelo menos seria desejável que isso acontecesse - diz o médico.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvêncio Furtado, lembra que até agora não existem dados epidemiológicos que comprovem que a suspensão das aulas tenha eficácia para barrar a contaminação. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) em locais onde o vírus está disseminado a suspensão das aulas não tem efeito para barrar a contaminação. No México, além da suspensão das aulas, até os restaurantes ficaram fechados, o que não impediu a disseminação da doença. Para Furtado, entretanto, o adiamento da volta às aulas pode ter um efeito positivo no sentido de preparar melhor as escolas e treinar os professores para prevenir a contaminação quando os alunos retornarem. - As escolas podem preparar melhor os professores para orientar os alunos sobre como evitar o contágio. Também poderiam modificar o horário do recreio, alternando salas para evitar aglomeração de alunos. Outra medida que poderia ser estudada é aumentar o espaço entre as carteiras. Além é claro de manter os banheiros funcionando e sempre equipados com sabonete e toalha para que os alunos lavem as mãos - diz o médico. Ele também afirma que nada garante que os alunos ficarão em casa durante os próximos dias. - Certamente irão a shoppings e cinemas, onde podem se contaminar. Ainda não estamos no estágio em que escolas públicas possam passar tarefas pela internet para que os estudantes fiquem em casa, principalmente em se tratando de escolas públicas - argumenta o infectologista. O infectologista Calil Farhat, também da Unifesp, avalia que a atitude dos governos foi oportuna no sentido de evitar aglomerações, postergando um pouco a transmissão. - É uma atitude oportuna, que tem uma eficiência comprovada no sentido de evitar essas grandes aglomerações, principalmente de crianças e adolescentes. No México, onde isso tudo começou, eles fecharam as escolas e outras repartições. E isso teve um relativo impacto na transmissão. Aqui a medida vai postergar um pouco a transmissão do vírus nessa época do ano - diz. Na opinião de Farhat, a medida é de precaução preventiva e oportuna para o momento, de frio e chuva. Mas ele adverte que o ritmo de transmissão da nova gripe não vai mudar de repente. - Não devemos esperar que a situação melhore abruptamente. O vírus já está no Brasil, já está circulando. O que a gente pretende é que essas populações não sejam expostas tão radicalmente neste momento, no auge do furacão. Esse vírus vai continuar circulando, mas de uma maneira mais lenta, não tão explosiva. Nós estamos em pleno inverno, com frio e chuva, e a medida é oportuna para o momento epidemiológico - conclui Farhat.

Já na opinião do médico e professor Eitan Berezin, presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a prorrogação das férias era uma medida esperada. Segundo ele, a possibilidade de contrair o vírus é muito maior nas escolas, onde geralmente as crianças ficam confinadas em classes pequenas, pegam gripe e outras doenças e acabam infectando inclusive a própria família. - Dentro das escolas, a possibilidade de trasmissão de influenza entre os alunos é maior. Eles passam um longo período confinados em classes pequenas. Tem gente dizendo que os alunos deixarão de ir à escola, mas irão passear no shopping ou em outros locais públicos. Mas, nesses locais, o contato não é tão estreito como em uma escola - diz.
Globo Online - 30/07/2009.

terça-feira, 3 de março de 2009

No país do Carnaval


Antes tarde do que nunca, rs, rs.


O PAÍS DO CARNAVAL

É praticamente impossível dizer onde e como se originou o carnaval. Todos os povos conhecidos têm algo semelhante, uma ocasião do ano em que a serieda-
de desaparece. Máscaras e roupas extravagantes são usadas para escapar ao dia-a-
dia, triste e pesado. Desfile de carros, de animais cobertos de flores, de barcos, música desenfreada, dança frenética...
A Itália inventou o Piêrro, a Colombina e o Arlequim, com seu manto multi-
colorido. Em Veneza, antes de o Brasil nascer, havia desfile de barcos pelos canais
e há quem diga que a palavra carnaval vem de carro naval. Na França, o baile de máscaras, requintado e terrível, em que rolava champanhe e às vezes o punhal.
Portugal inventou o entrudo. E o trouxe para o Brasil com os 10 mil fujões de 1.808. Era uma batalha. As armas eram ovos de verdade, ou só a casca conten-
do farinha ou gesso, luvas cheias de areia molhada, canecadas de milho ou de fei-
jão, panelas de tremoço que se jogavam das janelas sobre quem passava na rua...
Uma festa porca e medonha, que a Igreja e os homens de bem queriam acabar.
Durante o Entrudo, os senhores deixavam soltos os escravos – podiam se mascarar e batucar à vontade. Eles formavam blocos que percorriam as ruas. Lá por 1.850 os senhores e suas famílias pegaram o hábito francês do baile de más-
caras, com orquestra e bebidas finas. E, copiando os negros, faziam também desfi-
les de rua, só que com carroças e cavalos enfeitados. Os clubes que se organiza-
vam para isso eram chamados sociedades, para diferenciar dos blocos.
Com o tempo, a selvageria do entrudo foi saindo de moda. O carnaval que temos hoje é filho, portanto, desses quatro folguedos: o entrudo, o bloco de ne-
gros, o baile de grã-finos e as sociedades.

José Rufino dos Santos. Histórias. Editora FTD.



Máscaras de Carnaval

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Sem Luz, sem água, sem, sem, sem...


Procurei bastante pelos sites. Tentei assistir os jornais da Record e SBT e nada.

Parece que só nós professores e comunidade escolar tomamos conhecimento do absurdo roubo dos cabos elétricos em nossa escola.

Estamos passando por um momento difícil mas o carnaval se aproxima e o mundo

quer sambar... Sambamos então todos nós ao esperarmos esperançosos por uma solução. E ainda temos que ouvir "entre os dentes" que os professores estão felizes

com a suspensão das aulas. Paciência!!!!!

Ele está chegando...




Sinto que o nosso tão esperado laptoop chegará as nossas mãos ainda esse ano...Não me aposento sem ele!